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Sri PREM BABA - NOSSO AMADO GURU BRASILEIRO !

Sri Prem Baba – Nosso Amado Guru Brasileiro!
– Por Roberta Martiniano –

Há aproximadamente 6 meses atrás fui chamada para um satsanga de um respeitado Guru brasileiro que aconteceria em São Paulo. Como nunca negaria estar na presença de um Guru, lá fui conferir o evento. Logo que entrei no salão pude sentir que a energia do lugar era diferente e a música ambiente me chamava a meditar enquanto aguardava a entrada do mestre. Assim o fiz com um sentimento inexplicável de alegria e amor no coração.
Chegada a hora, ELE entrou com uma serenidade que eu nunca havia presenciado antes. Sua luminosidade, sua paz, sua voz, seu olhar brilhante e profundo me emocionaram de uma forma que nem eu mesma entendia o porquê daquele sentimento tão forte. Foi amor a “primeira sinergia”! Suas palavras, ditas de forma tão singela, foram absolutamente ricas e cheias de sabedoria. Como ele mesmo diz: “Voce Elege O Seu Guru Imediatamente Ao Vê-Lo. Seu Corpo E Suas Emoções O Elegem À Primeira Vista, Não É Uma Escolha Consciente”Definitivamente foi o que aconteceu comigo! Desde então ele está presente praticamente todos os dias da minha vida através dos textos e videos onde posso me alimentar dos seus ensinamentos. É com alegria que compartilho aqui, para quem ainda não o conhece, a história desse ser tão grandioso capaz de transformar nossas vidas.
Namastê!
Nascido em São Paulo, foi batizado com o nome de Janderson Fernandes de Oliveira. Aos 12 anos, quando leu um livro chamado “Entre os Monges do Tibet”, teve a impressão de que já conhecia tudo aquilo: a rotina de um monastério e suas práticas.
Curioso e sedento por conhecimento espiritual, com aproximadamente 14 anos de idade, Janderson filiou-se à Ordem Rosa Cruz, e começou a praticar Yoga, onde buscava técnicas de desenvolvimento dos poderes da mente. Nessa época, ele ouviu pela primeira vez um bhajan (canção devocional em sanskrito) indiano em louvor à Sita e Ram. Aquelas palavras ecoaram profundamente dentro dele, até que uma voz interior lhe disse: “Quando você completar 33 anos vá para Rishikesh, na Índia”.
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Por alguns anos, Janderson se esqueceu daquela reveladora e surpreendente mensagem recebida naquele dia. Buscou completar-se com a vida cotidiana normal, porém, apesar de bem sucedido, um dia ele teve uma visão de si próprio como um velho muito rico, mas infeliz.  Nesse período, o jovem buscador também iniciou um tratamento psicológico para se orientar emocionalmente. Então, finalmente sentiu em seu coração de largar o emprego, continuar o estudo de teatro e dar aulas de Yoga.
A partir de então se envolveu cada vez mais com praticas e cursos espirituais. Participou do 1° Encontro de Culturas Alternativas (ENCAL), ingressou na escola Gnóstica do mestre Samael Aum Weor, onde foi rigorosamente treinado na arte da concentração e da meditação, como também em psicologia gnóstica, ocultismo, tantrismo e elementoterapia (cura através dos elementos da natureza), até transformar-se em um sacerdote. Formou-se em medicina tradicional chinesa e naturopatia. Trabalhou com terapias de vidas passadas no IPA (Instituto de pesquisa de fenômenos parapsicológicos). Foi introduzido ao Xamanismo oriundo da floresta amazônica peruana. A experiência foi bastante significativa, o que o instigou a procurar saber mais sobre o universo das plantas de poder. Nessa fase, deixou a Ordem Rosa Cruz e a escola Gnóstica, mas nunca deixou de lado a prática da Yoga em suas diversas formas, conhecimento que o acompanha até hoje.
Mais tarde, ele buscou autoconhecimento através das terapias dos Buddhas do Mestre indiano Osho, e acabou se transformando num facilitador desse trabalho. Em seguida, fundou o Corpo e Consciência – Centro de Terapias e Meditação, onde oferecia grupos de estudo do Pathwork de Eva Pierrakos, terapia primal, renascimento, sessões de terapia individual, etc.
Em seguida, fez a formação holística de base da Unipaz e com isso pôde ver que, na área das terapias alternativas, já se sentia completo, pois conhecia de tudo. Então, compreendeu que lhe faltava fazer a faculdade de psicologia. Nesse período se aprofundou no estudo da psicologia transpessoal e do Pathwork.
Com tudo isso, Janderson se tornou um professor espiritual que orientava centenas de pessoas e tinha vários seguidores. Oferecia cursos para centenas de pessoas porém, ele carregava a angústia causada pela consciência da hipocrisia de estar transmitindo um conhecimento emprestado. Como alguém que não se iluminou poderia falar sobre iluminação? Ele sabia que era apenas mais um cego guiando muitos outros cegos.
Seu sofrimento foi crescendo, na medida em que suas tentativas de encontrar respostas eram frustradas, pois ele não tinha um Mestre vivo para orientá-lo. Chegou a se entregar a vários professores, mas ao ver que não havia coerência entre palavra e ação, decepcionava-se e sua angústia somente aumentava. Quando estava perto do ápice da sua crise existencial, recebeu através da Graça, um presente – a visão de um velho de longas barbas brancas, nos Himalayas que dizia assim: “Ao fazer 33 anos, venha para a Índia, para Rishikesh.” Imediatamente ele se recordou da mensagem que havia recebido quando era adolescente.
Nessa época, Janderson estava noivo. Então, decidiu casar-se e passar a lua de mel na Índia. Lá, ele fez turismo e visitou alguns Mestres iluminados, mas não sentiu absolutamente nada. No caminho em direção à Rishikesh, conta que foi envolvido por uma clara luz que lhe trouxe uma canção e muita paz. Isso fez com que ele sentisse que estava no caminho certo.
Ao chegar em Lakshman Jhula, ouviu falar de Sri Hans Raj Maharaj ji, um Guru que vivia no seu Sachcha Dham Ashram. Ao entrar no quarto de Maharaj ji, percebeu que Ele o esperava e surpreendeu-se ao reconhecer o velho de longas barbas brancas da sua visão. Maharaj ji então disse: “O que falta para você é se entregar para um Guru vivo.” Naquele momento, sentiu que encontrou seu tão esperado Mestre e entregou-se aos pés dele.
Após ter recebido a iniciação espiritual, um período de profundas purificações começou e, durante esse período, Janderson começou a ter experiências de samadhi. Porém, ainda não podia reter tal experiência. Ele desejava voltar para aquele lugar onde o amor fluía espontaneamente, e onde sentia alegria sem causa, mas não sabia como. Isso foi aumentando a sua angústia, até que um dia, ele foi até a beira do Ganges e, sentado em uma pedra, fez uma oração muito sincera.
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Prem Baba conta:
“Nesse momento, eu vi que tinha uma parte dentro de mim que não queria se iluminar e estava ainda comprometida com a guerra. Eu vi um pacto de vingança oriundo de feridas do passado. Embora conscientemente eu estivesse freneticamente buscando pela iluminação, havia uma parte dentro de mim que negava completamente o que o meu Eu consciente buscava. Foi aí que eu vi a Ganga falar dentro de mim: “Veja como eu sou completamente livre, a nada me apego”. Nesse momento eu entrei em Samadhi novamente. Algum tempo passou e enquanto eu saía do Samadhi, percebia que havia dois dentro de mim – um era verdadeiro, e outro era falso. Quando compreendi isso, dei uma gargalhada de alegria e fui até o quarto do Maharaj Ji. Ele também estava rindo e disse: “Você é um Guru e, como um Guru, você está livre para ensinar como quiser; eu apenas lhe peço que conduza todos para Deus”.


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A partir daí, começou a chegar um método de como transformar esse “não” para a vida, que é majoritariamente inconsciente, mas que é tão real e concreto quanto uma pedra, e se expressa através das repetições negativas, nas áreas em que a vida não flui. Com isso, pude completar o que faltava para o método que une a psicologia com a espiritualidade, que eu vinha desenvolvendo ao longo da minha jornada – porque eu experienciei aquilo que, até então, entendia apenas intelectualmente.”
Ele conta que durante uma profunda meditação, na qual sentia estar indo de encontro a Jesus Cristo, ao abrir os olhos, viu um indiano de cabelos black power, vestindo uma túnica laranja. Ele ficou muito surpreso, pois não tinha nenhuma conexão com esse Mestre até então. A partir desse dia, Prem Baba passou a ter muitas visões com Sai Baba, e compreendeu que se tratava de um chamado para visitá-lo. Então, ao chegar ao ashram de Sai Baba em Puttaparthi , foi tomado por uma intensa experiência mística, e conectou seu coração com o dele. Passou a visitá-lo todos os anos. Segundo Prem Baba, em todas as suas visitas, Sai Baba o abençoava – em meio a dezenas de milhares de pessoas, Ele parava na sua frente e acenava com a mão direita para abençoá-lo. Prem Baba o reverencia, e agradece por ter recebido muita inspiração para a criação do método chamado “Caminho do Coração”, e também do “ABC da Espiritualidade”.
“As pessoas vinham para o retiro espiritual, ainda com muitas questões ligadas à criança ferida, e eu tinha que transformar o retiro em um trabalho de cura. Eu vi que os processos terapêuticos que estávamos oferecendo, não estavam sendo suficientes. Faltava algo prático que ajudasse o buscador a lidar com os sentimentos reprimidos, que auxiliasse na purificação e ajudasse no trabalho de ativação de consciência maior. Foi quando surgiu inspiração de fazer o ABC da Espiritualidade, uma das principais ferramentas d´O Caminho do Coração; um trabalho de purificação e transformação do ‘eu’ inferior”.
Foi durante um famoso festival hindu, o Mahashivaratri, em 2002, que Janderson tornou-se Prem Baba, e a sua busca se completou. Todos os anos, seus devotos fazem uma comemoração durante esse dia.
Sempre seguindo as instruções de seu Mestre, Prem Baba começou a transmitir ensinamentos espirituais, através de satsangs na Índia – para onde levava consigo pequenos grupos de buscadores, todos os anos. Rapidamente, esses grupos foram crescendo, até chegar ao ponto de não haver mais espaço para todas as pessoas que chegavam até Ele, buscando conhecimento espiritual. Então, em 2010, foi construído o Yoga Hall, onde atualmente Prem Baba recebe centenas de pessoas diariamente para seus satsangs.
Um sítio em Nazaré Paulista (São Paulo, Brasil), aonde Prem Baba oferecia retiros espirituais entre outros trabalhos terapêuticos, transformou-se no Sachcha Mission Ashram. Hoje Prem Baba vive em São Paulo, mas realiza o seu trabalho em diversos lugares do mundo, onde possui muitos devotos. Seus principais sanghas (grupos de estudantes) estão na Argentina, Havaí, Estados Unidos, Espanha, Holanda, entre outros.
Texto base: http://www.sriprembaba.org/pt-br
Acesse o site Sri Prem Baba acima e encontre todas as atividades que estão acontecendo ao longo do ano! Os encontros são transformadores, não perca a oportunidade!
Para os que se interessarem, há inúmeros videos dele no youtube, aqui vai um da nossa seleção:
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A partir daí, começou a chegar um método de como transformar esse “não” para a vida, que é majoritariamente inconsciente, mas que é tão real e concreto quanto uma pedra, e se expressa através das repetições negativas, nas áreas em que a vida não flui. Com isso, pude completar o que faltava para o método que une a psicologia com a espiritualidade, que eu vinha desenvolvendo ao longo da minha jornada – porque eu experienciei aquilo que, até então, entendia apenas intelectualmente.”
Ele conta que durante uma profunda meditação, na qual sentia estar indo de encontro a Jesus Cristo, ao abrir os olhos, viu um indiano de cabelos black power, vestindo uma túnica laranja. Ele ficou muito surpreso, pois não tinha nenhuma conexão com esse Mestre até então. A partir desse dia, Prem Baba passou a ter muitas visões com Sai Baba, e compreendeu que se tratava de um chamado para visitá-lo. Então, ao chegar ao ashram de Sai Baba em Puttaparthi , foi tomado por uma intensa experiência mística, e conectou seu coração com o dele. Passou a visitá-lo todos os anos. Segundo Prem Baba, em todas as suas visitas, Sai Baba o abençoava – em meio a dezenas de milhares de pessoas, Ele parava na sua frente e acenava com a mão direita para abençoá-lo. Prem Baba o reverencia, e agradece por ter recebido muita inspiração para a criação do método chamado “Caminho do Coração”, e também do “ABC da Espiritualidade”.
“As pessoas vinham para o retiro espiritual, ainda com muitas questões ligadas à criança ferida, e eu tinha que transformar o retiro em um trabalho de cura. Eu vi que os processos terapêuticos que estávamos oferecendo, não estavam sendo suficientes. Faltava algo prático que ajudasse o buscador a lidar com os sentimentos reprimidos, que auxiliasse na purificação e ajudasse no trabalho de ativação de consciência maior. Foi quando surgiu inspiração de fazer o ABC da Espiritualidade, uma das principais ferramentas d´O Caminho do Coração; um trabalho de purificação e transformação do ‘eu’ inferior”.
Foi durante um famoso festival hindu, o Mahashivaratri, em 2002, que Janderson tornou-se Prem Baba, e a sua busca se completou. Todos os anos, seus devotos fazem uma comemoração durante esse dia.
Sempre seguindo as instruções de seu Mestre, Prem Baba começou a transmitir ensinamentos espirituais, através de satsangs na Índia – para onde levava consigo pequenos grupos de buscadores, todos os anos. Rapidamente, esses grupos foram crescendo, até chegar ao ponto de não haver mais espaço para todas as pessoas que chegavam até Ele, buscando conhecimento espiritual. Então, em 2010, foi construído o Yoga Hall, onde atualmente Prem Baba recebe centenas de pessoas diariamente para seus satsangs.
Um sítio em Nazaré Paulista (São Paulo, Brasil), aonde Prem Baba oferecia retiros espirituais entre outros trabalhos terapêuticos, transformou-se no Sachcha Mission Ashram. Hoje Prem Baba vive em São Paulo, mas realiza o seu trabalho em diversos lugares do mundo, onde possui muitos devotos. Seus principais sanghas (grupos de estudantes) estão na Argentina, Havaí, Estados Unidos, Espanha, Holanda, entre outros.
Texto base: http://www.sriprembaba.org/pt-br
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Fonte:http://folganadirecao.com.br/combustivel/sri-prem-baba-nosso-amado-guru-brasileiro/

O brasileiro que virou Guru

   
Após uma acidentada viagem espiritual pela Índia, Janderson Fernandes de Oliveira, paulistano de 49 anos, virou o guru Sri Prem Baba.
Hoje, ele mobiliza dez mil adeptos ao redor do mundo e dissemina uma mensagem de amor entre Ocidente e Oriente.
Poucas pessoas conhecem Janderson Fernandes de Oliveira pelo nome de batismo. Mas o quadro muda quando se fala no seu nome adotado em 2002: Sri Prem Baba. O mestre espiritual brasileiro é procurado por gente de todos os tipos, idades e origens. Mesmo sem marketing ou relações-públicas, o número de adeptos – dez mil em oito países – cresce constantemente. Sri Prem Baba é um guru, palavra que em sânscrito quer dizer “professor” e que, no hinduísmo, no budismo e no sikhismo, signifi ca “guia espiritual”. Na Índia, qualquer pessoa pode ser um guru, desde que tenha sabedoria e carisma para tanto.
Como um brasileiro vira guru? Acreditando no seu dom. Janderson nasceu em 1965, no bairro da Aclimação, na capital paulista. Sua mãe era muito jovem e ele foi criado pela avó. Cresceu numa família simples, com amor, liberdade, os dramas e os antagonismos de uma típica família brasileira. Na infância passada no Imirim e em Guarulhos, na Grande São Paulo, tinha a rua como playground. Empinava pipa, brincava com carrinho de rolimã, bolinha de gude, pega-pega e esconde-esconde como todos da sua idade. Mas à noite, já muito jovem, tinha visões e experiências em outros estados de consciência.
Aos 7 anos, esse menino contemplativo começou a questionar tudo. Hoje debruçado na varanda do Sachcha Dham Ashram, sua comunidade aos pés da ponte Laxman Julha, no rio Ganges, em Rishikesh, no estado de Uttarakhand, no sopé do Himalaia, ele admite, com um sorriso, que deu bastante trabalho à família. “Mãe, quem fez o mundo?” – perguntava. “Foi Deus.” “E quem fez Deus?” “Não pense nisso, menino, que você vai ficar louco” – diziam. 
Janderson cresceu num ambiente espiritual eclético. Um avô era ateu; uma avó, cristã radical; uma tia, psicóloga e estudante da seita Rosacruz; e um tio, aluno do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. Desde cedo, percebeu que há muitas visões possíveis do mundo, mas a essência comum entre elas induz à necessidade de comunhão entre as pessoas.
Aos 14 anos, quando praticava ioga para melhorar na luta do tae kwondo, pela primeira vez ouviu um canto devocional indiano em louvor ao deus Rama. Sentiu como se conhecesse o idioma e a música e lhe ocorreu um pensamento: “Quando fi zer 33 anos, vá para Rishikesh, na Índia”. Até então, só sabia da existência da Índia porque Pedro Álvares Cabral ia para lá quando se perdeu no mar e descobriu o Brasil. 
Nessa época, a infl uência dos seriados de ficção científi ca da tevê, como Perdidos no espaço, Túnel do tempo e Jornada nas estrelas, levou-o a estudar ciências exatas. Sonhava ser físico nuclear ou engenheiro aeroespacial. Passou a pré-adoescência debruçado sobre livros. Já queria conhecer Deus, mas acreditava que o atalho mais curto seria pela matemática.
Mundo material
Desde cedo, a necessidade de trabalhar desafi ou suas prioridades. Aos 14 anos Janderson foi trabalhar num frigorífi co, apesar de já ser vegetariano. Dedicou- se a ganhar dinheiro e passou de offi ce-boy para o departamento fi nanceiro. “Foi uma fase de aprendizados e sacrifícios. Tomei contato com a crueldade com que os animais são tratados no mundo. Foi o único trabalho que se abriu para mim e que supria minhas necessidades naquele momento”, explica. 
Por sorte, na mesma época, apaixonou-se. Um amor não correspondido levou-o a buscar terapia de apoio. Começou a estudar teatro e piano. A inquietação espiritual tomou outro rumo. Aprofundou-se em ioga e em medicina natural. Passou a pesquisar religiões. “Um dia, tive uma visão de mim mesmo no futuro”, rememora. “Imaginei um homem rico, careca, gordo e infeliz, e compreendi que precisava mudar.” 
Aos 19 anos, demitiu-se do frigorífico, virou professor de ioga e foi trabalhar com teatro. Abriu uma escola de ioga e se formou em acupuntura. “Fui me aprofundando na psicologia gnóstica e na psicologia dos ensinamentos budistas. Buscava aquilo que hoje chamamos de psicologia transpessoal.” Em 1990, conseguiu comprar um sítio em Nazaré Paulista (SP), onde passou a dar cursos e a oferecer terapias alternativas. 
Em 2003 Janderson formou-se em psicologia clínica na Universidade Paulista, na Vila Mariana, especializandose em Carl Jung e no método pathwork (escola de autoconhecimento liderada pela austríaca Eva Pierrakos). Começou aí a desenvolver o método psicoespiritual de autotransformação e conhecimento pessoal que hoje denomina “O Caminho do Coração”. Nessa altura, já possuía seguidores, alunos e adeptos, mas ainda “se sentia um cego guiando outros cegos”. 
Com 32 anos, entrou em crise existencial. No auge da angústia, orou: “Se existe um poder ou uma inteligência que nos guia neste mundo, além da minha imaginação, peço que se manifeste e me mostre o caminho”. Logo teve uma visão. No Himalaia, um velho de barbas brancas lhe dizia: “Você vai fazer 33 anos. Venha para a Índia, para Rishikesh”. Lembrou-se da voz que ouvira aos 14 anos e percebeu que havia algo para ele naquele país longínquo.
Amor maior
Nessa época, Janderson apaixonou-se pela bailarina Mara Regina Caccia (mais tarde renomeada como Prem Mukti Mayi), da zona norte de São Paulo, que não tinha conexões com o budismo, mas apreciava a filosofi a hinduísta. Em 1999 se casaram, juntaram as economias e foram passar a lua de mel na Índia. O roteiro turístico foi definido pela busca espiritual. Depois de visitar várias cidades, templos e mestres, Janderson se desesperançou com os agudos contrastes sociais da Índia e sentiu que não encontrara o que buscava. Mas, ao chegar perto de Haridwar, cidade próxima a Rishikesh, sentiu-se “inundado por um grande amor”. 
“Uma série de sincronicidades” conduziu o casal ao Sachcha Dham Ashram, em Rishikesh. Ao bater na porta, Janderson se deparou com o mesmo velho da visão que tivera em São Paulo e caiu de joelhos. Na sua frente estava o guru Sri Hans Raj Maharajji (1922- 2011), o quarto avatar (as encarnações de uma divindade) dos mestres da linhagem Sachcha. Seu futuro guia espiritual disse que o que lhe faltava era justamente se entregar a um guru vivo e propôs que fi casse no ashram 15 dias.
Abalado, Janderson voltou ao Brasil já determinado a retornar à Índia, o que fez no ano seguinte. Em Rishikesh recebeu iniciação espiritual e dedicou-se à meditação e aos ensinamentos de Sri Hans Raj Maharajji. Na linhagem Sachcha, o conhecimento é transmitido de geração em geração por meio do guru-mestre espiritual. Após dois anos de aprendizado, encontrou-se, afi nal. “Em fevereiro de 2002, encontrei um estado superior de lembrança de mim mesmo e de meu propósito de vida; me autorrealizei.” Nessa ocasião, recebeu o nome de Sri Prem Baba. Sri signifi ca senhor, Prem, amor divino, e Baba, pai espiritual. 
O mestre Maharajji lhe disse: “Você é um guru como eu e, como guru, está livre para ensinar como quiser; apenas peço que pregue o amor”. Desde então, Prem Baba considera sua missão transformar o sofrimento em alegria por meio do autoconhecimento dos padrões negativos que cada um traz em sua psique (a sombra). Em suas palestras, discorre sempre sobre a descoberta do eu maior. “Posso ser tanto budista quanto hinduísta ou cristão. Se eu tiver uma religião, esta religião é o amor”, afirma. 
Ao se tornar guru, compreendeu, também, que não poderia seguir casado. Seu coração estava com o mestre, que tinha planos para ele. Tanto que, em 2011, ao morrer, com 89 anos, Maharajji nomeou o brasileiro seu sucessor, mestre do ashram de Rishikesh, continuador da linhagem Sachcha. 
Do casamento com Prem Mukti Mayi, Sri Prem Baba teve uma fi lha, em 2003, Nuyth Ananda, que vive com a exmulher em São Paulo. Quando o pai está na Índia (cinco meses por ano), os três passam uma temporada juntos. Quando está no Brasil, o guru reparte os cuidados e as responsabilidades da educação da menina com a mãe. Em algumas viagens, a fi lha o acompanha. 
Novo paradigma
Por meio de trabalho voluntário, doações, cursos pagos e “pacotes turísicos” no ashram de Rishikesh ou no Brasil, Prem Baba criou uma rede (sangha) que não para de crescer, ano após ano. Entre 2008 e 2013, o número de discípulos e devotos atingiu dez mil pessoas, em oito países, organizadas em centros de estudo e comunidades em Rishikesh, Barcelona, Amsterdã, Oslo, Tel-Aviv, Boulder (Colorado), Maui (Havaí), Buenos Aires, São Paulo, Fortaleza e Brasília. Aqui, já atraiu a atenção de atores e celebridades da Tv Globo.
Prem Baba viaja e difunde seus ensinamentos pelo mundo quase sempre convidado por devotos que lhe oferecem passagem e hospedagem. Frequentemente se desloca acompanhado pelo secretário Eduardo Farah, a tradutora Vânia Parise ou a amiga Lilesvairi, seus adeptos desde a década de 90. 
Cada vez mais peregrinos buscam o autoconhecimento no ashram de Rishikesh, onde o guru mantém uma escola gratuita para 300 crianças carentes, com ensino integral, material escolar, roupas e alimentação. O engajamento de Prem Baba com as questões sociais já foi reconhecido pelo governo indiano. Empresas privadas fazem doações ao ashram. Este ano o guru ganhou um automóvel. 
No Brasil, Prem Baba fundou o Instituto Alegria, organização sem fi ns lucrativos dedicada a promover a educação integral, parceira de escolas como o Instituto Padre Haroldo, de Campinas (SP), e o Centro de Capacitação de Professores da Educação, de São Caetano do Sul (SP). No sítio de Nazaré Paulista instalou o Sachcha Mission Ashram, centro de eventos e sua residência no Brasil. 
Além de mediação de confl itos interpessoais aplicada a comunidades, o Instituto Alegria desenvolve o projeto Cultura de Paz e Prosperidade em escolas públicas, disseminando a não violência e a mudança do paradigma econômico baseado no medo da escassez e na competitividade – por meio da compreensão de que todos podem ser prósperos juntos. “A cultura da paz está ligada à prosperidade, que não significa acumular riquezas, mas atender suas  necessidades sem que haja competição, uma das sementes dos confl itos do mundo”, diz o guru. 
Prem Baba também apoia vários projetos, como o movimento Ganga Action Parivar, fundado pelo líder indiano Swami Saraswati Muniji, que luta pela preservação do rio Ganges e dissemina a cultura de paz. Em 2013, durante a festa do Kumbh Mela, maior festival espiritual do mundo, participou do projeto Global Sangam for Environmental Preservation and World Peace, dedicado a difundir a sustentabilidade. No Brasil, em 2013, participou da celebração do Dia do Rio Tietê, em São Paulo, fazendo conexões sociopolíticas para “ressignificar a forma como interagimos com as fontes de água”. 
“Nunca imaginei ser um discípulo e muito menos um guru”, diz o brasileiro. “Foi a vida que me trouxe isso. Um guru não escolhe ser um guru, é escolhido.” No budismo há uma linha sucessória entre mestre e discípulo. Não se trata de uma escolha no nível do ego ou da mente. Meu trabalho é transformar em alegria o sofrimento que chega até mim. Para tanto, preciso de uma prática espiritual estrita. Ao entregar meu destino ao mestre, quebrei os sonhos e os ideais de felicidade que tinha, destruí meu ego, ofereci minha vida ao próximo.” 
Fonte:http://www.revistaplaneta.com.br/o-brasileiro-que-virou-guru/



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